• Fernanda Polo

e-Cidadania: plataforma de participação democrática vira arma para a extrema direita

Ferramenta do Senado que permite à população propor leis tem sido utilizada para difusão de ideias populistas que afrontam os direitos humanos


Congresso Nacional em Brasília
Congresso Nacional, em Brasília (DF). À esquerda, cúpula do Senado. Foto: Leonardo Sá/Agência Senado

Crucial para sociedades livres, a democracia no Brasil tem sofrido na última década, o que não é novidade para ninguém. Em meio ao clima de polarização, as discussões mais recentes, durante a pandemia de Covid-19, chegaram ao ponto de questionar a eficácia das vacinas contra o coronavírus e a obrigatoriedade da imunização (não adotada no país), sempre com base em desinformação e descrença na ciência. O que o portal Humanista e o Feature descobriram agora foi uma forma de atuar de um dos polos que subverte uma ferramenta de participação social. Criada pelo Senado Federal para favorecer a democracia, a plataforma e-Cidadania, que permite à população propor leis, tem sido utilizada pela extrema direita para a difusão de ideias populistas que afrontam os direitos humanos.


A polêmica em torno das vacinas, por exemplo, liderada por negacionistas, chegou a se tornar uma ideia legislativa na plataforma. Com 21.417 apoios, a sugestão de responsabilização penal de quem obrigar a vacina contra Covid-19, caso haja problemas e/ou mortes, foi transformada em sugestão legislativa e será analisada pelos senadores.


Ao se deparar com propostas dessa natureza, entre outras, bizarras, a reportagem foi atrás de explicações para entender como movimentos conservadores se utilizam do canal como estratégia de batalha política para atacar a própria democracia. Além disso, encontrou também boas possibilidades de uso, ainda pouco conhecidas pela população, com vistas a uma educação cidadã participativa.


Acesse a reportagem produzida em parceria com o portal Humanista

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